sexta-feira, outubro 02, 2009

Sorrio para ti

quando estou sozinho
... naquelas noites...

quando sinto o frio lancinante
que perfura o meu ser

vivo!
penso no que podia ser
naquilo que fui...

mas sobretudo ...
no que sou.
contigo a derreter o gelo
que a cada dia que passa
palpita.

e sorrio para ti do fundo do meu castelo gelado
o mais honesto e verdadeiro sorriso.

domingo, abril 12, 2009

Caldo de Terra, lava e massa cinzenta talvez bolorenta

Aqui não há água senão suja

Verdusca!

Como isto custa!


Da terra infértil nascem os idiotas

Que dão sabor esta sopa

Mas que bela marinada!


Não sou cozinheiro, muito menos

Cliente.

Absorto do lado de fora

Á janela espreito.


Espio os deliciosos clientes

Manjando a sopa

Como se parte dela fizessem


BAH!! Ahahahah


Louco, puro louco.

Demente

Mas Contente!

Não!

Satisfeito.

Já é mais a preceito!


Vagueio p'las ruas na esperança de um restaurante.

Onde me paguem pra comer o merdoso

Monte de Bosta que mais ninguém quis.

Sorrio!

Como, aprecio, repito

Desejoso por mais.


Respiro o espírito pescador do restaurante onde me encontro só

Até

Ao dia

Que me for embora, ou que quiser ficar de vez!


Que dirá o cozinheiro?


Mostro-me! Sou feito da mesma massa bolorenta

Que fora um dia cinzenta

Mas hoje é negra!

Mesma cor da escuridão que nos envolve

Absorve

E junto vai este restaurante

Enorme

Gigante

Entediante.


A chuva para lá fora.

Como quem quer entrar

A porta embate contra as calhas que a amparam

Repetidamente


Olho para o cozinheiro

Vou abrir

Será chuva? Será gente? [ me desculpa mas não consegui resistir ao teu agradável toque de fala ]

Chuva não é certamente, pois não chora, ri ou mente.

E gente não pára aqui!


Rodo a chave e a criança em mim cresce

Pois assim este restaurante floresce

Com mais alguém que coma aqui!


E vi que na escuridão se escondia uma sombra

Que me leva o resto da vida.


- vais entrar? - Disse desinteressado - só mesmo Bosta pró jantar. Também temos p'ra levar.

- uhm uhm uhm

quinta-feira, março 26, 2009

Este é o momento!

Não há mais imagem alguma

Senão … uma bela paisagem passada,

De Outono … e …

Talvez até Inverno.

E uma outra …futura,

De beleza Natural.

De Primavera e talvez até verão.


 

Este é o momento!

Sinto a Brisa do mar

E o sol de Verão.

No passado não me vão encontrar

E no presente me procurarão.

Eu estarei no futuro…

Incerto sim! Mas Naturalmente belo!

E eu gosto de coisas belas.

When I see you



For a brief moment I forget,

The hypocrisy that surrounds me

The lies that wrap me.



When I see you.


The space and time fold,

In front of your shadow

And the orange lights

That swathe the night fade.

When I see you.




The autumn waft slows down

Touched by your hair.

And the stars glow even brighter

Just because I saw you.

But, then again...

That isn't so true...

It's just my eyes that trick me

When I see you.

terça-feira, março 17, 2009

E quando as correntes se quebrarem?

E depois temos aqueles dias que nos atingem que nem trovões.

Todo o meu passado parece ecoar…

Algures em mim.


 

Não me sinto bem

Pois deixo-me dominar por isso.

Não gosto das correntes.

Sabem a metal.


 

Não gosto da epidemia que

Influencia

Contagia

Abomina

Quem me faz sentir bem.


 

Não têm esse direito.


 

Até quando as cordas que nos prendem

Aguentarão a tensão destruidora das minhas correntes.

sábado, janeiro 17, 2009


N'aquelas noites em que nem os astros iluminam,
Nem o tumulto chega a aquecer.
Solidifico.


Uma luz cheia de nada invade a minha escuridão,
Envergonhando-me,
Impelindo-me á reflexão.


E bajulando as trevas, enojo-me
Apreendo-me
Cresço.

Para cada dia ser sempre mais.
E melhor.

sábado, novembro 22, 2008

Então encontra-me


Sou a ave que voa
No céu azul,
Sou o polvo que se esconde
Na água profunda,
Sou insecto que deambula
Na floresta densa,
Sou mamífero que caminha
Na Terra confusa.



Vejo o que sinto e sinto o que vejo
Sinto, pressinto,
Esmoreço … Aborreço … Entristeço.



Não estou mais perdido
No absíntico Labirinto
Pois,



Sou a brisa que esvoaça o teu cabelo
A chuva que te toca nos lábios
A neve que reluz no teu olhar
O fogo que toca a tua pele
Mas não queima.





Procurei-te
Deixei-me alcoolizar
Perdi-me no Labirinto.
Procuro as migalhas da minha alma
Desfeita,
No pó da Terra seca.



Aos poucos junto-as
E encontro o caminho de volta.


De volta ao conforto
De volta ao calor
De volta … simplesmente



Pois …
Agora não sou a ave,
O polvo, ou até o fogo.


Agora concentro-me
Num único invólucro.
E embora gostasse de te
Procurar, terás tu de me
Encontrar.



Então encontra-me.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Desculpem a demora mas as vezes tem de ser...



Na vida o que realmente interessa é seguir em frente, mas por vezes deparamo-nos com situações que nos fazem parar...
Espero nos proximos tempos conseguir produzir algo que ache digno de vir parar a este site. Bons posts para todos
[Foto credits: Mário Barbeira]

domingo, outubro 21, 2007

Sentir …

Já não existem

Aqueles grifos que se escondem

No silencio das sombras


 

Agora o silêncio

Amplia o gigantismo de si próprio


 



 

Não sentes o sol?

Não sentes o vento?

Ou até o frio? A chuva?

Nem a noite?


 

Não sentes a vida que te envolve?

Então estás morta.

E enquanto te oxidas

E perdes significado

Eu observo, aprendo

E não me importo.


 

[…]


 

Provocas-me

Desejo

Peco … contigo e para ti …


 

Beijo-te, já perdido

De mim proprio.

Absorvo tua pele

Tal seda

Exótica.

Sinto a vida nos teus cabelos

Incansavelmente toco teus lábios

Quentes

                    Belos

Como tudo em ti

    Gracioso

Simples

Natural

Belo.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Suspenso

Estou habituado a

Observar …

Não a ser observado.


 

Pois nesse momento empurro

Com toda a força vital que tenho

Em mim

Expelindo todos os oráculos

Que me enchergam … Intenso.


 

Procuro a sombra

Gosto da noite

Prefiro fundir-me com a natureza

Qual camaleão

Absorvendo com os olhos tudo o que me rodeia.


 

Pois nesse momento sou a música que ouves,

A brisa que sopra agradavelmente,

O chão que pisas,

A vida que te envolve,

Sou … … … … Imenso.


 

E chega o outono

A chuva cai

A pele sai

E a vida vai … … … … Congelando

quinta-feira, outubro 04, 2007

Naturalmente

Quero envolver-me contigo

Como o vento envolve

As arvores.

Naturalmente.


Quero ser o teu vento

Ondulando todas as tuas folhas,

Abraçando-te lentamente...

Baloiçando-te...


Até que a chuva caia

Humedecendo todo o teu corpo

E olhando para ti espero...

As tuas raizes no meu ser.


Free Image Hosting at www.ImageShack.us

[imagem de www.allposters.com]

segunda-feira, setembro 10, 2007

A luz

Sabem ...

Tenho uma confissão a fazer

Eu ... adoro aquelas ...

Luzes amarelas...


 

Vocês sabem quais são?

As únicas que escondem ...

A escuridão.


 

Sim ... as luzes amarelas

As que fazem com que tudo

Fique da cor delas.

Não importa a cor das coisas,

Não importa que coisas são,

Pois tudo fica amarelo

Sem qualquer descriminação.


 

Quem são?

As luzes amarelas!


 

Sim! Eu gosto delas.

Pois dão ... abrigo

Calor, esperança...

E ensinam-me

Para que possa ser como elas...


 

[pequeno riso de ironia]


 

Sim ...

As luzes amarelas ...

Pois mais ninguém é como elas.

terça-feira, agosto 28, 2007

Quero deixar de escrever

Quero deixar de escrever,

Deixar de perceb er,

De ver,

Prever.


Anseio bulir como o vento

Mundo a fora

Sem me ralar.


Quero deixar de escrever,

De sentir esta necessidade...


De gritar.


Deixar esta vida amorfa

E mergulhar no mar tranquilo

Conhecer a Vida,

Só para deixar de amar.

sábado, julho 28, 2007

a calma da espera

...

no final do dia cansado, viajo com a Lua.

ela traz consigo a Vida e um sorriso na minha face...


é então, que perdido nos tempos e vícios

te encontro no centro dessa Vida.

a que eu gostava de ter, viver ... desaparecer...


inevitável ! nunca em tanto tempo de Escuridão

esperei por alguém desta forma...

[...]

primeiro era uma super nova..

depois era saudade

agora ...

sexta-feira, julho 27, 2007

De Volta ao activo!

Olá a todos!

Pois este post é só para dizer que estou de volta.
Após um período de latência em que me afastei para estudar, regresso revigorado e com vontade para escrever muito mais...
Este regresso traz um lifting à página e também uma zona de sondagem que deverá ser mensal, espero que esteja do vosso agrado.

Sendo assim, podem esperar um novo post para breve... até lá boas leituras e se for o caso, boas postagens....

Mário Barbeira

quarta-feira, abril 25, 2007

Motivo de ausência

Saudações.

Antes demais quero pedir desculpa pela minha prolongada ausência, mas decerto compreendem que estudar é a minha primeira prioridade.
A todos os que têm vindo a visitar este blog o meu muito obrigado pela visita e feedback.

Deixem-me, também, dizer que durante mais algum tempo não vão ter noticias minhas pelas mesmas razões acima referidas. A todos os que lêm este blog peço compreensão e se quiserem podem vaguear pelos arquivos e comentar os posts que não vão ficar sem resposta.

Gostaria de anunciar que iniciei o processo de desenvolvimento de um possível livro, apesar de não saber se chegará às editoras ( quase de certeza que não) e de não saber o seu titulo nem quantas paginas irá ter, sei qual será o assunto principal...

Bem ... acho que é só isto. Sendo assim despeço-me com esperança de, em breve, estar de volta aos "textos habituais".

Atenciosamente:

Mário F.R.S.Barbeira

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

ouço a chuva

ouço a chuva.
ouço o vento.
nada vejo,
tudo almejo.

ensonado e com insónias
procuro,
incansavelmente pela pergunta correcta.
... ... tudo porque apenas
quero mais definição.
mais! ...

[a chuva acumula-se.
a água a correr
desvia-me.
desfoca-me.]

não sou Branco,
não sou Preto.
sou Negro!

por dentro. por fora.
ontem não.
amanha? sempre.
mas sobretudo agora.

incessantemente os Cinzas
me atormentam.
porquê não sei,
mas ainda me surpreendem.

esta minha tendência para me misturar.
nunca serei perfeito.
mas vale a pena tentar.

...

a cada segundo contado
nas Trevas estou assegurado.
nas Trevas ...
imortalizado.

...

quero sentir a chuva no meu corpo,
pura
solidão que sinto passando por mim.

serei desejo
concretizado.
serei
a luz Negra
iluminando a Corrente.

um dia.

talvez por tudo,
me sinta um terço
do que realmente sou.
nada.

[nada mais define a vida senão as personalidades.
podemos ser o que quisermos,
podemos ser o que os outros quiserem,
mas no fim somos apenas a soma das nossas decisões.]

ele, o Terceiro Gémeo.

____________\ FIM /____________

é bom saber dar conta dos pormenores.
a espera de algo ... por algo.
a intrigante parte da mente curiosa.
a natureza fascina-me. pois só ela tem as velhas sensações que apenas uns privilegiados podem degustar.
gosto de me ver como um privilegiado.

Mário F. R. S. Barbeira

[Fotos: Todos os direitos reservados ao respectivo site]

terça-feira, janeiro 16, 2007

Preto no Branco ( parte I )

eu vivo num mundo a Preto e Branco,
onde a maioria é Cinzenta.
existem alguns Brancos e alguns Pretos,
mas ainda não os conheci ...

as vezes penso em ... sei lá? Tudo!
mas não chego a lado nenhum,
tirando apenas um ódio extremo
por Tudo o que é Cinzento
e não apenas um.

em dias bons tenho frio,
gosto da sensação - aquele arrepio.
noutros ... sou O Frio, não tenho pulsação.

por mais que me esforce
não consigo entender,
o que Move esses Cinzentos,
o que os faz viver.
... se a decisão comigo morasse
... não existiria um que restasse...

[...]

quarta-feira, janeiro 03, 2007

I'm Done!


i'm alone, once more.


so ... i simply don't care about The Others...


maybe i'll desapear of the face of the earth.


it would be good for me


for the first time.



fuck them all!


i'm done.

terça-feira, dezembro 19, 2006

Feliz Natal (Só)

Neste natal,
Quando chegares,
Espero conseguir sorrir.

Tenho frio.
Estou cansado.
E tenho
Gravado
Que estou desanimado.

Mesmo assim, espero poder sorrir
Neste natal.
Quando vir os que riem,
Os que abraçam,
Os que beijam…
Os que se sentem quentes.

Neste Natal, não te queria ver
Muito menos ter.
Porem,
Neste Natal, espero por ti.
Como o gatilho espera o dedo,
(Como o corpo espera a bala)

Mesmo assim, espero poder sorrir
Neste Natal.
Quando olhar nos olhos de todos os espelhos.
E vir as minhas doces correntes
Que me apenas prendem a areia…
(ou serei eu que me deixo prender)
É normal, pois a areia já não me deixa ver.

Este Natal,
Que seja especial,
Que seja quente
Alegre,
Incansável,
Memorável,
Só porque nunca te cheguei a ver…

[ Obrigado pelas mais de 1000 visitas. Um bom e quente Natal a todos!]