quarta-feira, agosto 16, 2006

Nunca me vou esquecer daqueles dias chuvosos. (Ainda...)

Nunca me vou esquecer
Daqueles dias chuvosos,
Quando ia ter contigo.

Chegava ao pé de ti
Todo encharcado,
Transpirado,
Mas nunca cansado.

E tu olhavas-me nos olhos,
Como quem entra na alma de alguém.
Vias o que eu via.
Sentias o que eu sentia.

Observavas as razões que me levavam a fazer 10km só para estar contigo.

Talvez tenha sido por isso,
Que te tenhas apercebido
De que não eras capaz de fazer o mesmo.



- Olha! Peço desculpa. Podes dar-me cinco minutos do teu tempo?
Gostava de falar contigo…

sexta-feira, agosto 11, 2006

O Poder do Pensamento

Sexo.

O que é o sexo?

O mais puro dos prazeres!

Quando alguma coisa é pura significa que é eficaz naquilo a que é destinada, senão vejamos: uma certa quantidade de veneno, quando puro, actua mais eficazmente do que a mesma quantidade não tão pura; da mesma forma que o açúcar, quando puro, é melhor do que o açúcar menos puro. Porem, tem um “problema”, é que o veneno leva à morte e o açúcar faz engordar. Este “problema” verifica-se em tudo o que é puro.

Na minha linha de pensamento o sexo é nada mais, nada menos do que um prazer instantâneo. Prazer este que apesar de ser o melhor de todos os “prazeres” é de pouca durabilidade. O que me faz pensar na razão da sua, (do sexo), importância.

Para mim, não nos devemos deixar cegar pelo sexo, nem por qualquer outro prazer, porque quando isso acontece, deixamos de ser animais conscientes, para sermos mais inconscientes do que qualquer outro animal.

O mais importante está ainda por dizer, pois o que faz de nós animais conscientes é termos objectivos que queremos atingir e uma vez atingidos sabermos delinear outros por atingir. No entanto, sou apologista de aproveitarmos todas as oportunidades que nos aparecem para a prática deste prazer de sabor tão efemeramente distinto, apenas espero que não deixemos que este nos turve os nossos objectivos, ou até princípios, a ponto de cairmos na ruína.

[…]

quarta-feira, agosto 02, 2006

história de uma sombra

"AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!..."

[...]

- olá a todos. o meu nome,
é Sombra.
as minhas desculpas,
sem culpas,
por ter interrompido.

não queria incomodar
vossas vidas atarefadas.
não queria perturbar
vossas mentes perturbadas.

compreendam! eu tenho uma causa,
como voz sem razão,
me tendes no vosso chão.

entendam! a este apelo fui obrigado,
por mim proprio fui rasurado.
convosco entendi, que por mais alegria q'quisesse,
nunca de vós a teria.
então, talvez por voz,
a obtivesse.

oiçam! o barulho do vosso fernesim.
o pulsar do vosso coração.
nojo de tal Serafim...é?
não!

talvez por inconstante,
eu vos pareça distante.

pois fiquem voçes sabendo,
eu vivo perseguindo sem fim
o vosso convénio sangrento,
que tanto reprimiu e oprimiu,
o caminho do Jumento.

não quero repousar!
exijo sim,um lugar,
onde mais ninguem queira/possa entrar.
onde o meu grito silencioso não consiga ecoar...

...

porque me olhas assim?
o que quero é simples,
não gozes de mim.

o teu corpo fugidio
a minha alma turva.
os teus labios sedosos
pedem meus desejosos.

o meu coração tremeu,
após iluminada visão.
onde raio está o amor?
onde raio está a paixão?