terça-feira, março 17, 2009

E quando as correntes se quebrarem?

E depois temos aqueles dias que nos atingem que nem trovões.

Todo o meu passado parece ecoar…

Algures em mim.


 

Não me sinto bem

Pois deixo-me dominar por isso.

Não gosto das correntes.

Sabem a metal.


 

Não gosto da epidemia que

Influencia

Contagia

Abomina

Quem me faz sentir bem.


 

Não têm esse direito.


 

Até quando as cordas que nos prendem

Aguentarão a tensão destruidora das minhas correntes.

sábado, janeiro 17, 2009


N'aquelas noites em que nem os astros iluminam,
Nem o tumulto chega a aquecer.
Solidifico.


Uma luz cheia de nada invade a minha escuridão,
Envergonhando-me,
Impelindo-me á reflexão.


E bajulando as trevas, enojo-me
Apreendo-me
Cresço.

Para cada dia ser sempre mais.
E melhor.

sábado, novembro 22, 2008

Então encontra-me


Sou a ave que voa
No céu azul,
Sou o polvo que se esconde
Na água profunda,
Sou insecto que deambula
Na floresta densa,
Sou mamífero que caminha
Na Terra confusa.



Vejo o que sinto e sinto o que vejo
Sinto, pressinto,
Esmoreço … Aborreço … Entristeço.



Não estou mais perdido
No absíntico Labirinto
Pois,



Sou a brisa que esvoaça o teu cabelo
A chuva que te toca nos lábios
A neve que reluz no teu olhar
O fogo que toca a tua pele
Mas não queima.





Procurei-te
Deixei-me alcoolizar
Perdi-me no Labirinto.
Procuro as migalhas da minha alma
Desfeita,
No pó da Terra seca.



Aos poucos junto-as
E encontro o caminho de volta.


De volta ao conforto
De volta ao calor
De volta … simplesmente



Pois …
Agora não sou a ave,
O polvo, ou até o fogo.


Agora concentro-me
Num único invólucro.
E embora gostasse de te
Procurar, terás tu de me
Encontrar.



Então encontra-me.